Fluxo de caixa projetado
A previsão de quanto você vai ter em caixa nas próximas semanas, com base no que já está agendado.
Enquanto o fluxo de caixa olha o passado, o projetado olha para frente: cruza contas a receber e a pagar já conhecidas para mostrar como vai estar o saldo nos próximos dias e semanas.
É a ferramenta que tira a empresa do modo reativo. Em vez de descobrir o aperto no dia, você o vê chegando com semanas de antecedência — tempo suficiente para antecipar um recebimento, adiar uma compra ou negociar um prazo.
Exemplo prático
A projeção mostra saldo negativo na terceira semana. Você antecipa um recebível e evita o cheque especial.
Como fazer um fluxo de caixa projetado?
Comece pelo saldo de hoje em todas as contas. Depois liste, semana a semana, tudo o que vai entrar (boletos emitidos, parcelas de cartão a receber, contratos recorrentes) e tudo o que vai sair (fornecedores, folha, impostos, aluguel, parcelas de empréstimo). Saldo inicial + entradas − saídas dá o saldo final de cada semana, que vira o saldo inicial da seguinte.
Use só o que já está comprometido ou tem data certa. Venda que ainda não foi fechada fica fora, ou entra numa linha separada de cenário otimista. Projeção que mistura o certo com o desejado mostra folga que não existe.
Qual horizonte usar na projeção?
Para decidir o dia a dia, 13 semanas (um trimestre) semana a semana é o formato mais usado: é longo o bastante para ver o aperto chegando e curto o bastante para os números ainda serem confiáveis. Para planejamento de investimento ou de contratação, uma visão mensal de 6 a 12 meses complementa, com menos precisão.
Com que frequência atualizar?
Toda semana. A projeção perde valor rápido: um cliente que atrasa ou uma compra não prevista muda o saldo das semanas seguintes. Na atualização, compare o que foi projetado com o que aconteceu. A diferença mostra onde a previsão erra sistematicamente, por exemplo cliente que sempre paga 10 dias depois do vencimento, e esse ajuste vai para a próxima projeção.